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luz me perguntou o que era essa coisa toda de tinta em tudo quanto era lugar. digo que respondo logo. que gente grande saiba ser criança, eu cantarolo, com sorrisinho de canto de boca. ele reclama que o guri fala o nome do outro, mas dele não. é gozado, ele está mesmo dizendo caioá, sem que nós nunca tenhamos dito alto, respondo. resmunga qualquer coisa, jururu jururu. compre morangos, meu amor. 
só se você parar de ouvir esse disco.
não consigo. 
ficamos em silêncio por muito tempo. me apraz muito essa intimidade. ele vem e me abraça quando me olha e sabe que eu preciso disso. digo que o amo muitas vezes. digo e luz não acredita que é um amor superior. cheio de uuuuuú. disse a ele que quero me casar de branco, numa praia. e depois abandonar a terra firme de barco. luz ri de mim e  diz que só me ama porque sou boba assim. 
tive vontade de sumir. fechar os olhos e sumir.
entrar numa toca, desaparecer.

pensar na escrita, mergulhar na página em branco ao encontro do devir.

compreender umas coisas
descompreender outras.

e depois de tudo botar em cotidiano. na oração, essa prática da ação, diária.


luz me interrompe

vem e me faz dar ponto final.

o disco virou, o inverno passou e lá fora sinto o corpo todo muito vivo.

tchau, vou cair no mundo.